Como as novas tecnologias poderão moldar a distribuição de insumos?

Matheus Cônsoli fala sobre como as novas tecnologias poderão moldar a distribuição de insumos.

A quantidade e diversidade de novas tecnologias, principalmente aquelas relacionadas à agricultura de precisão, tecnologias de aplicação e plataformas digitais/ big data podem influenciar em profundas mudanças nos modelos de negócio na distribuição de insumos.

Novos serviços, maior enfoque no uso de tecnologias e menor dependência dos “produtos” e “marcas”, aliados com plataformas de comercialização e vendas provavelmente chegarão no mercado agro brasileiro em breve. A “Uberização” da agricultura, da venda de insumos e da produção poderá se tornar realidade. Como isso impacta a distribuição de insumos? Como as indústrias fornecedoras atuarão junto a esses novos potenciais modelos de negócio?

Não temos respostas para essas perguntas, mas avaliando e conversando com players do setor é facilmente identificável que uns visualizam mais ameaças e outros mais oportunidades. Especialmente para os distribuidores, qual será o comportamento? Atuarão como taxistas, contra o Uber ou como novos empreendedores, adotando o Uber? Essa é a próxima decisão estratégica que deverá ser tomada com os avanços das tecnologias e plataformas digitais.

Um dos pontos interessantes que já estamos observando e mapeando é que a rede de negócios e parceiros poderá mudar e ser ampliada. Em geral as relações que hoje envolvem uma relação quase linear na cadeia indústria de insumos – distribuidor – produtor passará a envolver novos agentes, como bancos, seguradoras, empresas de serviços, empresas de TI, operadores logísticos etc.

No fundo, acreditamos que uma oportunidade para a distribuição é se aliar a esse processo e incorporar esse negócio dentro do seu negócio, alterando naturalmente sua estrutura e estratégia de como levar soluções ao produtor. Nos parece que independente disso, algumas outras empresas surgirão com formas alternativas e inovadoras de acesso, e que naturalmente competirão com a distribuição tradicional.

Por fim, não podemos deixar de considerar que o produtor está mudando, com uma nova geração que “consome” conteúdo, usa tecnologia e demanda novidades de forma diferente e é isso, em partes, que vai definir mudanças ou não nessa estrutura de mercado.

É hora de monitorar, avaliar e repensar o negócio de distribuição. Mudanças de mercado destrutivas, quando ocorrem (vide Uber, Amazon, Alibaba, AirBnB etc), impactam a forma de consumo de produtos e serviços, quem os entrega é outra questão e o foco deve ser o produtor. Você está preparado para isso?

Bom trabalho a todos!

Sobre Matheus Alberto Cônsoli
Matheus Albeto Cônsoli – Especialista em Estratégias de Negócios, Gestão de Cadeias de Suprimentos, Distribuição e Marketing, Vendas e Avaliação de Investimentos. Doutor pela EESC/USP. Mestre em Administração pela FEA/USP. Administrador de Empresas pela FEA-RP/USP. Professor de MBA’s na FUNDACE, FIA, FAAP, PECEGE/ESALQ, entre outros.

Outras Publicações